A cada dia me dou conta de que ser feliz é uma questão de escolha. Questão de opinião. Questão de gente que não desiste de lutar, não importa o que a vida traga. Agora que sou gente ser feliz parece ser mais difícil do que era. Besteira. Quando a gente é criança enfrenta desafios da mesma maneira. A diferença -não tão sutil assim- é que somos protegidos. È como se nossos pais, professores e amigos fossem um verdadeiro escudo contra essa vida e o que ela representa. A falta de obrigações e responsabilidades na infância são um ‘plus’ a mais.
A verdade é que a vida não é Bossa Nova. A vida é Rock’n Roll. Pelo menos a minha é. Cheia de momentos intensos, de guitarras pesadas e horas em que você acha que não vai suportar. Mas tem uma melodia bonita, a letra inspiradora.
Parece clichê, mas sem ficar triste a gente não reconhece a alegria. Duro é se acostumar com a tristeza. É achar que ser pessimista nos traz algum lucro. Ao contrário, detona nossa energia. Eu caio nessas às vezes. Acho que tudo vai dar errado.
Tem dias que tudo vai dar errado mesmo. Em outros tudo vai dar certo. Na maioria deles, algumas coisas dão certo e outras dão errado. É aí que entra nosso ponto de vista. Ele é fundamental para a nossa felicidade. Afinal, já dizia Einstein, tudo é relativo. Você pode estar na melhor das situações e não estar feliz, ou pode estar na pior delas e conseguir dar risada de si mesmo. É por isso que dinheiro nem sempre traz felicidade. Porque na realidade a gente não precisa dele pra ser feliz. Precisa para sobreviver e viver com dignidade, o resto é dispensável.
Para ser feliz é preciso acreditar que a felicidade existe. É saber que ela não mora na praia, na bolsa cara, na torta de chocolate, na ligação dele (a), no gole de cerveja, no abraço do amigo. Ela mora dentro de você. E cabe um pouco dentro de cada uma dessas coisas. Qual foi a última vez que você se pegou rindo sozinho? Hoje, ontem? Que bom. Quando dou risada sozinha sei que sou uma pessoa feliz. Para mim essa é a mais simples definição de felicidade. É saber que sozinha encontro alegria em meu coração. O coração. Esse sim é fundamental para nossa felicidade. Quando criança, eu ouvia muito meu coração e me magoava muito com as pessoas. Aí cresci e achei que ser racional era o menor jeito. Bobagem total. A cabeça não reconhece a alegria, ela conhece o receio, o peso, a medida. O coração conhece as razões que nos deixariam plenamente feliz. Seguir o coração sempre, e pensar um pouco antes de fazer loucuras. Mas não pense muito não, geralmente é nas loucuras que moram aquela felicidade rara em que poderíamos entregar o salário para um mendigo, dar um beijo no garçom e ganhar na loteria de uma só vez.
Vamos brincar de ser feliz? Deixar o coração voar. A vida te abraçar. Deixar o mundo parecer cor de rosa mesmo que São Paulo seja cinza. Tomar a vida feito coca-cola. Tomar um caminho diferente só para apreciar as árvores. Vamos nos permitir. Permitir sermos felizes. Com, sem, ou apesar de. Quem vem comigo? =)
Ps: quase um ano depois volto a (tentar) escrever no blog. Meu amigo Pauletz me incentivou, tomara que dê certo.
Eu não sei porque um dia você parou de escrever. Mas lendo esse texto, mais ainda sei que você deve escrever sempre, mostrar a todos esse seu dom maravilhoso.
Lendo seus textos, fico perto de você e sinto o que você sente. Fico feliz em saber que você está conseguindo enxergar o lado positivo das coisas, apesar dessa nossa vida agitada, cheia de altos e baixos.
Você sabe, mas nunca é demais dizer… Amo você, estou aqui pra tudo e pra sempre! Nunca esqueça disso. Morro de saudades.