Muitas histórias falam de grandes amores. Amores que sobreviveram à guerras e a todo tipo de intempéries que se pode imaginar. As histórias que tanta gente comenta, falam de amor. Mas não essa .
Essa fala de um amor que poucos tem o privilégio de conhecer. Embora toda e qualquer pessoa que conheço pense o contrário, e julga estar rodeado desse tipo de amor tão raro.
Essa história fala de amizade. Pra mim, meu amigo, as melhores histórias falam de amizade. Fala daquilo que é verdadeiramente essencial.
Abra o coração e os olhos(é imprescindível abrir os olhos para ler e o coração para entender):
Era fevereiro. Um sol ardido invadia a manhã de um verão que conhecemos. Aquele sol que nos cega por alguns minutos. Uma manhã brilhante.
Ela estava sendo segurada com força pela mão. Seus dedos estavam escorregando por causa do suor, e quanto mais escorregavam, com mais força eram segurados. Parecia que iam esmagá-los. Estava um pouco chorosa, mas o medo era tão maior que segurou as lágrimas por algum tempo.
Um portão alto e enferrujado abriu-se, e ela foi colocada subitamente para dentro de um jardim com uma roseira, em direção aos três degraus de um sobrado cinza, com as janelas verde pistache.
Uma placa. A inscrição: Orfanato. Ela não conseguiu ler o nome do orfanato porque fora persuadida a entrar pela porta.
No corrimão da escada sentiu que algo a observava, uma pequena menina loura sorriu com os olhos pra ela. A expressão da boca ainda conservava certo espanto, por isso, só os olhos sorriram. Ela retribuiu com um leve aceno de cabeça.
continua…

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